quarta-feira, 1 de abril de 2009

Me-dí-o-cre

Dizem que os melhores momentos para se escrever alguma coisa são os momentos em que você se sente medíocre. Que você se sente nocauteado por algo maior que a sua compreensão. Momentos onde o simples ato de sorrir parece um desafio digno de Hércules e cia.
Quem diz isso não sou eu, e nem deve ser você. São todos aqueles pseudo-poetas que escrevem coisas como "segredos de liquidificador" e aqueles outros rostinhos encantadores que morrem antes dos 30 por não aguentar o martírio de ser milionário.
Eu não concordo. Nem um pouco. Com nenhuma palavra. Até porque, tipinhos como esses caras são tão medíocres quanto o sentimento avassalador da mediocridade.
Simples? Não, não é. A vida não é simples, você pode dizer. Eu, pra ser sincero, prefiro não comentar algo sobre isso. Vivi pouco, não vivi intensamente. Acho eu, que vivi mediocremente mais momentos que o necessário. E lá vem o medíocre de novo.
Agora, o que sei (bem) é que escrever perde sua simplicidade, seu tato, seu prazer, quando se está mediocre. Afinal, você já parou para analisar a palavra "medíocre"? Na boa, é uma das palavras mais feias da história, só perdendo para outras tipo joelho e cloaca, como diria Mario Prata. Agora me diz, como algo bom pode sair de um momento definido por tão desprezível adjetivo?
Me diz, por favor. Com sinceridade, assim como foi esse post, redigido em pouco mais de 7 minutos e sem toques no backspace.
Sou medíocre ao acordar. Sou medíocre no trabalho. Sou medíocre na faculdade. Sou medíocre em casa. Sendo assim, se é possível retirar algo da mediocridade, reitero meu pedido: diga-me, por favor.

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