Há pouco tempo atrás, eu tinha plena certeza sobre quem eu era. E o melhor(?)de tudo, é que eu era muito feliz assim. Conseguia me olhar no espelho e sorrir ao olhar para as poucas marcas que a vida deixou em meu semblante. Tal fato, hoje já não é mais possível. Sei lá, uma aura estranha me rodeia. Algo que não me permite sorrir ao olhar meu reflexo. Essa aura, em outras palavras, significa uma auto-estima não tão alta assim.
Agora, querem saber o que é mais curioso nessa baboseira toda? Nos meus momentos de paz interior, eu não carregava nem metade das minhas conquistas embaixo do braço. Vivia dúvidas sobre meu futuro e dúvidas sobre minha carreira. Só que, por algum estranho motivo, eu não tinha dúvida nenhuma sobre quem eu era para mim e para quem estava ao meu redor.
Porém, hoje, como todos já sabem, o cenário não é mais o mesmo. Eu levanto pela manhã uma pessoa e no caminho do trabalho sou outra. Durante minhas oito horas diárias de serviço, me transformo pelo menos três vezes. Antes de ir para a faculdade, paro para ver minha garota e sou outro ser. Chego à faculdade e assumo um personagem até então silencioso dentro de mim e, quando finalmente ponho os pés em casa, já voltei a ser o que era no começo do dia. Não faço a mínima idéia sobre qual desses é o verdadeiro eu. Talvez o verdadeiro esteja espalhado por aí, despedaçado. Como se eu tivesse deixado uma pequena parte de mim em cada um destes Victors. Gostaria de saber quem é o mais legal, o mais querido. Isso se algum deles recebe certa admiração de alguém. Nem sei.
Essa insuportável confusão e constante instabilidade tá me levando a algo pior que qualquer stresszinho. Já não sei mais o que sou. Sei o que quero ser, mas não o que sou. Também não sei mais o que faço. Sei o que posso (e devo) fazer, mas não o que faço. E assim eu vou seguindo. Cada vez pior, cada vez mais confuso, cada vez mais perdido. Não sei bem o que fazer, não sei se tenho alguém pra conversar, nem se posso confiar no que converso sozinho, dia pós dia.
Merda, eu planejei um texto bem mais legal mas não consigo transpor a barreira do medíocre. Bem, deixa pra lá. Cada vez mais me acostumo com o fracasso. Cada movimento que faço me envergonha. Cada atitude que tomo é um prelúdio de uma catástrofe. Cada dia que nasce representa uma nova incerteza e algumas linhas a mais neste "post-desabafo" lamentavelmente ruim. Em suma, eu sou um ingrato. Mas, pior do que ser ingrato, eu sou um ingrato conformado. Assim não vou longe. Mas pelo menos eu sei disso.
Agora, querem saber o que é mais curioso nessa baboseira toda? Nos meus momentos de paz interior, eu não carregava nem metade das minhas conquistas embaixo do braço. Vivia dúvidas sobre meu futuro e dúvidas sobre minha carreira. Só que, por algum estranho motivo, eu não tinha dúvida nenhuma sobre quem eu era para mim e para quem estava ao meu redor.
Porém, hoje, como todos já sabem, o cenário não é mais o mesmo. Eu levanto pela manhã uma pessoa e no caminho do trabalho sou outra. Durante minhas oito horas diárias de serviço, me transformo pelo menos três vezes. Antes de ir para a faculdade, paro para ver minha garota e sou outro ser. Chego à faculdade e assumo um personagem até então silencioso dentro de mim e, quando finalmente ponho os pés em casa, já voltei a ser o que era no começo do dia. Não faço a mínima idéia sobre qual desses é o verdadeiro eu. Talvez o verdadeiro esteja espalhado por aí, despedaçado. Como se eu tivesse deixado uma pequena parte de mim em cada um destes Victors. Gostaria de saber quem é o mais legal, o mais querido. Isso se algum deles recebe certa admiração de alguém. Nem sei.
Essa insuportável confusão e constante instabilidade tá me levando a algo pior que qualquer stresszinho. Já não sei mais o que sou. Sei o que quero ser, mas não o que sou. Também não sei mais o que faço. Sei o que posso (e devo) fazer, mas não o que faço. E assim eu vou seguindo. Cada vez pior, cada vez mais confuso, cada vez mais perdido. Não sei bem o que fazer, não sei se tenho alguém pra conversar, nem se posso confiar no que converso sozinho, dia pós dia.
Merda, eu planejei um texto bem mais legal mas não consigo transpor a barreira do medíocre. Bem, deixa pra lá. Cada vez mais me acostumo com o fracasso. Cada movimento que faço me envergonha. Cada atitude que tomo é um prelúdio de uma catástrofe. Cada dia que nasce representa uma nova incerteza e algumas linhas a mais neste "post-desabafo" lamentavelmente ruim. Em suma, eu sou um ingrato. Mas, pior do que ser ingrato, eu sou um ingrato conformado. Assim não vou longe. Mas pelo menos eu sei disso.
