segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Em novo endereço.

Daqui pra frente, texto meu é só no: http://victornc.blogspot.com/
Deu pra lembrar? Não? Então aí vai.

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Tudo escuro.

“How deep is your Love?” cantava o autorádio do Fusca 67 de Josué. Homem de meia-idade, um pouco desnutrido e, em breve, careca. Sempre usava a mesma camisa florida em ocasiões especiais como aquela. Um visual meio anos setenta – a melhor época da vida de Josué. A sua juventude.
Enfim chega ao seu destino. Pára o carro. Tenta esconder a calvície, ajeita o colarinho da camisa e, confiante como um Deus, desce. Na bilheteria, pede à simpática e humilde mocinha duas entradas. O filme ele nem sabe o nome. Sabe, simplesmente, que é uma linda história de amor, como ele julga ser a dele.
Meio constrangido com os belos olhos da mocinha da bilheteria, apanha as entradas e vai devagarzinho até a lojinha. Pede tudo em dobro. Duas pipocas sem manteiga, dois refrigerantes e dois pacotes de bala de goma. Satisfeito, vira-se de costas e vai saindo. Treze passos à frente, dá meia-volta. “Se eu esquecer o chocolate ela me mata” – exagera para o adolescente cheio de espinhas do caixa.
Senta-se no banquinho em frente à sala três enquanto arruma a bagunça causada pelo excesso de guloseimas. E lá fica, por uns seis minutos, só matando tempo. É de praxe, Josué só entra na sala quando ouve o barulhinho do retro-projetor. Nem ele sabe por que faz isso. Só sabe que faz.
O chiadinho começa e um apressado Josué entra na sala, deixando algumas pipocas pelo meio do caminho. Corajoso, adentra aquela escuridão. Cheiro de velho. Cheiro de bons tempos. A única coisa que ilumina seu caminho é a pouca luz que irradia da telona ainda em branco. Finalmente, toma seu lugar. O de sempre: quarta poltrona da esquerda para a direita, sétima fileira.
Josué está impaciente. Olha para os lados a cada vinte segundos. “A pipoca tá esfriando e eu tô morrendo de vontade de abrir essas balinhas” – pensa ele, repetidas vezes. Mas, nada. Nada nem ninguém atendem seu clamor mental, a poltrona ao seu lado continua vazia como sempre. Até que, no quinto minuto do filme, acontece.
Uma moça alta, de olhos verdes e longos cabelos encaracolados aproxima-se e pergunta:
- Com licença, esse lugar tá ocupado?
- Tá sim. Não tá vendo? Com tanto lugar pra você sentar porque vir sentar aqui?
- Poxa, desculpe. É que eu já sou meio cegueta, ainda mais nessa escuridão toda. – ri desconcertada, a simpática jovem.

Nesse momento, Josué é um babaca, e sabe bem disso. Mas, ainda assim, nem dá bola. Finge que não é com ele. Só uma pessoa importa, embora ela esteja um pouco atrasada. E assim o filme continua, apesar do clima um pouco pesado naquela sétima fileira que, até agora, tem só três pessoas: a moça, Josué e as pipocas. O resto das pequenices ele já comeu. Culpa da ansiosidade. Ou então, culpa da culpa mesmo.
Na tela, o amor vai se desenrolando e se enrolando. E lá pelos trinta minutos, depois do primeiro beijo entre o mocinho e a mocinha, a moça resolve quebrar o gelo.
- Eu adoro esses filminhos. É tão romântico. – fala baixinho.

Josué finge que não ouviu.
Ela insiste.
- Meu nome é Bárbara. Eu moro aqui perto, logo atrás da padaria. Eu nunca te vi pelo bairro.
- A única coisa que me faz vir aqui é o cinema. – diz Josué, rendido.
- Poxa, que pena. O bairro é lindo à noite.
- Não acho.
- Então não é só o cinema que te faz vir aqui, não é.
- Claro que é.
- Ué. Mas como você pode dizer que não acha o bairro lindo, se não o conhece?
- É... Bem...
- Que tal uma cerveja depois do filme? Eu ponho na minha conta. O Dionísio, dono do bar da esquina, é amigão do meu pai. Me viu nascer.

Em silêncio, Josué não acredita. Primeiro, como a moça pode dar em cima dele, mesmo sabendo que é comprometido? Segundo, como pode uma mulher, de calça jeans rasgada e camiseta hippie mal passada, ficar linda daquela forma – e ainda por cima olhar para alguém como ele? Josué não vê explicação plausível, mas, ainda gago, reluta.
- Sabe o que é... é que eu não sou muito de beber.
- Um refrigerante? – Bárbara é insistentemente linda.
- Olha, moça, obrigado pelo convite, mas não posso aceitar.
- Mas, por quê? Parece que você também tomou o maior toco.
- Eu tenho meus motivos.
- E quais seriam?
- São meus. E de mais ninguém.

Bárbara nem responde. Ao invés, troca o belo sorriso por um rosto sério, estilo caixa do Banco do Brasil, permanecendo assim até o final da sessão. Ao acender das luzes, levanta-se como se quisesse fugir e sai, para não mais voltar.
Já faz alguns minutos que a grande tela se apagou em um branco silencioso. Josué permanece sentado, tentando compreender o que acaba de acontecer naquela sétima fileira. Respira fundo, amarra o sapato. Tira um lenço do bolso, assua o nariz. Sai da sala, joga as sobras no lixo.
Com as mãos no bolso e de cabeça baixa, Josué, pé ante pé, vai até o Fusca. Abre a porta, senta no banco. Ameaça chover lá fora. Ele pega a carteira, abre-a e tira uma foto já amarelada pelo efeito do tempo. Uma moça bonita, linda, de olhos verdes e longos cabelos encaracolados. Josué beija a foto, como se fosse a primeira das últimas vezes.
- Ô, Melina, que saudades das nossas noites de quinta-feira.

Uma lágrima escorre. Josué tira as entradas do bolso e, junto com a foto, guarda-as na carteira, para fazer companhia para os outros cem sucessos e fracassos de bilheteria que ali habitam. Liga o carro e vai pra casa. Até quinta que vem.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pelos, por que tê-los?

Antônio sempre foi um cara simples, de classe média-baixa. Sem mais, nem menos. Praticamente o estereótipo hollywoodiano da mediocridade americana. Funcionário público desde que se entendia por gente, no seu setor todos o consideravam um cidadão simpático, boa pessoa. Antônio não fedia, nem cheirava. E em casa a história era a mesma. Ele sempre foi um bom pai e um marido atencioso. Mas ficava por aí, sem maiores surpresas e enaltecimentos por parte dos seus estimados familiares.

Como de praxe, todas os dias Antônio seguia seu ritual. Levantava-se ao cantar do galo, tomava um banho frio, dava cabo da barba ainda rala, passava o pente nos cabelos já falhos, tomava um café forte, observava silenciosamente suas filhas dormirem por um minuto, beijava o rosto sonado de sua mulher, entrava no Santana 94 e saia tranquilamente pela Braz Leme. Até o trabalho eram pouco mais de oito quilômetros, apreciados ao som do mesmo jornal, da mesma rádio AM.

Mas não naquele dia. Não naquela manhã.

Especificamente naquela quarta-feira, as coisas mudaram. Antônio se levantou quinze minutos atrasado em meio a resmungões e palavras de baixo calão, trocou o banho por uma água no rosto e dois tapas na cara, deixou a barba por fazer e o cabelo por pentear, deu um gole desmerecedor no café e cuspiu fora, passou espalhafatosamente batido pelo quarto das filhas, deu um tchau de longe e pela metade para mulher e, batendo o pé, entrou no Santana.

E lá ficou, por longos três minutos, em meio a devaneios aparentemente intermináveis. Só Antônio sabia o que estava passando e conhecia o martírio que era ser o que é. Ali, beirando os cinquenta anos, sem ter levado adiante o jovem sonho de ser poeta, sem ter conhecido seus maiores ídolos, sem ter sido um homem para sempre lembrado. Só Antônio sabia qual desses vários motivos era o responsável pela sua angústia. Só Antônio.

Até que, já cansado do marasmo daquela quarta-feira, concluiu consigo mesmo “Maldito pelo encravado que acaba com o meu dia”, ligou o velho Santana e foi-se pela Braz Leme. Nada como um dia após o outro.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Cidade pequena, coração imenso.

Dia desses, em um passeio descompromissado pelo Taubaté Shopping, percebi o quanto os corredores estavam apertados, mesmo depois de todas aquelas obras. Parecia que ali todo mundo se encontrava, se conhecia, se cumprimentava. E tudo no mesmo lugar, igualzinho àqueles comerciais de fim de ano da Rede Globo. Intrigante, para dizer o mínimo. “O que tá acontecendo aqui?” – pensei. Felizmente, a resposta surgiu tão inesperadamente quanto a questão: acontece que, a cada dia que passa, mais e mais pessoas compartilham dessas voltinhas (descompromissadas ou não) comigo e com você, querido leitor.

“Nossa, taí! Agora eu entendi!” – constatei satisfeito – “Esse é o tal espírito de cidade pequena”. Epa, calma lá! Antes que você me entenda errado, deixe eu me explicar: é pequena de tamanho, sim senhor, mas não de coração. Afinal, Taubaté é uma daquelas cidades onde sempre tem espaço para novas caras e histórias. É onde vizinhos ainda são vizinhos e não “os que moram ao lado”. É onde você não ouve falar sobre diversidade, e sim a vê em cada esquina. Disso tudo ninguém duvida, porque, na verdade, Taubaté é ainda mais. Com muito orgulho.

Agora, já que o assunto é diversidade e shopping, você, enquanto passeava pelas vitrines, já parou e deu uma olhada ao seu redor? É engraçado como as diferenças são sempre iguais. Tem o casalzinho apaixonado, o casal amigo de outro casal, o pai babão, a mãe que mima, o senhorzinho, a senhorinha, o aluno fazendo uma horinha, o aluno matando aula, o apressado com trinta minutos para almoçar, o cansado colado no banquinho, os amigos que tomam chope, as amigas que fazem compras, os que estão comemorando, as que estão fofocando. Isso sem contar o pessoal do boliche, a turma do fliperama e a galera do cinema, fã de filmes repetidos.

É estranho, não é? Pra não dizer incrível. Como é que uma cidadezinha de interior, como adoram frisar aqueles que vêm da (ou vão à) capital, teve a coragem de abraçar tantos rostos, sorrisos e olhares diferentes? Tente entender. Ou, se preferir, pegue a Nove de Julho e saia por aí sem compromisso. Vá de carro, de ônibus ou a pé. Tanto faz, mas vá. Eu garanto que tudo fará mais sentido, inclusive o amor que você sente por aqui. E se isso não ajudar, não se preocupe. Lembre-se que, aqui, a festa é sua, nossa, de quem quiser e até mesmo de quem vier, todos os dias.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Até que alguém melhor apareça.

Hoje à tarde, enquanto folheava blogs internet a fora, acabei me lembrando de um amigo que fiz recentemente. Um bróder estranho, por vezes inconveniente, mas interessante à sua maneira. Lembrei de um desabafo que meus ouvidos escutaram e meus ombros aturaram por parte do mesmo. “Eu não sei escrever”, dizia o desolado rapaz.

Conclusão a qual chegou de forma ironicamente engraçada: lendo, ato que o levou ao seu vício pelas palavras. (em tempo, será que existe uma rehab para escritores? Algum Escritores Anônimos da vida?).

O time de escritores que ele lia ao receber violento e implacável acesso de falsa clareza era de primeira, diga-se de passagem. A elite das páginas - reais e virtuais. Eram eles Os Prata, Os Veríssimo, um tal de Woody Allen aí e o recém-descoberto Tiago Moralles, do incrível Penates.

Entre um soluço e outro, explicava ele que, cada palavra que lia e pronunciava em alto e bom tom vinha junto com uma mensagem do Team A citado acima. Acorda, cara, você não é tudo o que pensa ser, diziam os fodões.

Eu os chamaria de cruéis. Eu os chamaria de Dado Dolabella. Mas não, eles não têm culpa alguma. Nem 0,0001% dela. Cada um deles, assim como o jovem rapaz, simplesmente faz o que gosta. A única coisa é que o fazem absolutamente bem. Mérito deles. Sorte nossa. Azar o do cara.

Mas de repente, não mais que de repente, senti-me triste também. Triste pela lembrança de um comentário feito por ele não havia muito tempo. Ele pensava seriamente em ganhar a vida das palavras que cuspia. Do A, B, C, D, E e do F também, vez ou outra.

Já passava das duas da manhã. Uns tiozinhos já haviam deixado o bar a tempo e os jovens saiam aos poucos, alguns em casal, outros carregados. E eu lá, escutando-o há mais de duas horas. E o pior é que eu sabia que, cedo ou tarde, precisaria dizer algo.

O que dizer àqueles olhos lacrimejantes? O clichê “esquece isso, você é talentoso pra cacete” não adiantaria. Sua mãe já havia explorado-o a exaustão. No fim das contas, não falei nada. Faltou coragem. Faltou criatividade. Faltou sensibilidade. Paguei mais umas cervejas, até sua fala ficar enrolada e deixei-o aos cuidados da sua amada, que cuidava dele tão bem.

Sei que não é o fim adequado para uma história como essa, mas é só porque ela não chegou ao fim. Como diria Zéluis Franchini Ribeiro, amigo de Mario Prata que eu adoraria saber quem é: Yesterday is yesterday. Today is today. And, tomorrow is tomorrow.

Puts, eu pensei que seria mais fácil. Depois dessa, eu preciso de uma cerveja. Tomara que o Victor também esteja afim.

domingo, 26 de abril de 2009

Fumar é legal. Pelo menos é o que querem que você pense.

Em Obrigado por Fumar, Nick Naylor (Aaron Eckhart) é o porta-voz e a total personificação da Academia de Estudos do Tabaco, um grupo defensor das grandes empresas tabagistas. A missão de Naylor não é nada fácil: romper a saudável barreira antitabaco criada pelo mundo e pela crescente geração saúde. Para isso, ele põe a cara na mídia – sem dó nem escrúpulos, assumindo a postura de um verdadeiro popstar do tabaco. Tudo para convencer os EUA (e a si mesmo) que o cigarro não faz tão mal assim, mesmo matando 7.9 milhões de pessoas anualmente.

Nick Naylor é o melhor no que faz e é imbatível em qualquer discussão. Informações incontestáveis. Tanto talento assim, aliado a uma imensa paixão por cigarros e dinheiro – não necessariamente nessa ordem, transforma Naylor em uma
máquina. Ele sai pelo país espalhando sua venenosa mensagem pró-tabaco. E quando seus argumentos não bastam, ele deixa a elegância de lado (uma vez que a ética não existe) e apela para propinas a vítimas do cigarro e outras maneiras sujas de manipulação.

O sorriso sincero de um cara-de-pau.
E assim o filme segue, até surgir Heather Holloway (Katie Holmes), uma sensual repórter que leva Naylor para cama e, lá mesmo, arranca informações confidenciais a respeito da Academia. Os chefes de Naylor, obviamente, não ficam nada felizes e o colocam no olho da rua. Mas, como falamos de uma produção hollywoodiana, tudo acaba dando certo. Nick Naylor deixa o mundo do tabaco e começa a prestar consultoria para grandes conglomerados, ensinando-os a fazer o que ele mais sabe: manipular e convencer. A ética de Naylor continua perdida por aí, mas isso não importa. O que o filme propõe, é que encontremos a nossa.

Obrigado por Fumar não é exatamente só mais uma ficção.
O filme é um questionamento sem fim. Mais que uma alfinetada, ele é uma injeção anti-rábica no universo da opinião pública (o nosso universo, por sinal). Até que ponto nós, como telespectadores, somos manipuláveis? Até que ponto nós, como comunicadores, somos manipuladores? Uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade? Temos um imenso poder nas mãos, mas o que será feito com ele varia de acordo com o caráter. O filme é uma aula.

A mensagem que transmitimos importa sim, e muito. Agora, para realmente alinharmos os interesses empresariais a interesses pessoais, é preciso transmiti-la da maneira correta e, acima de tudo, pelos meios corretos. Nossos públicos estão em todo lugar, compostos por pequenos grupos. Cada um com sua peculiaridade, com seus anseios. Atender a todos é praticamente impossível, mas atingir e satisfazer ao menos 90% deles é o mínimo exigido de nós.


Outro ponto interessante levantado do filme: não há lugar para a utopia, figurinha tão presente nas gélidas cadeiras das universidades de comunicação. Não há bondade integral; não há empresas realmente preocupadas com o meio ambiente; não há interesses inteiramente dirigidos à comunidade desprivilegiada. A verdade (que está lá fora) não é o que é transmitido para nós ao longo da graduação. E ninguém precisa de uma língua afiada, um rostinho bonito e um confortável terno Armani para saber disso. Basta manter os olhos abertos. No fim das contas, o que importa é o que todos fazemos com o que nos é fornecido e oferecido. E, como diria Nick Naylor: “Michael Jordan plays ball, Charles Manson kills people, I talk. Everyone has a talent”.

PS: Taí um trabalho de faculdade que eu gostei de fazer. Sei lá que nota vou tirar, mas pelo menos consegui escrever com um pouco (o mínimo, pelo menos) de liberdade.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Me-dí-o-cre

Dizem que os melhores momentos para se escrever alguma coisa são os momentos em que você se sente medíocre. Que você se sente nocauteado por algo maior que a sua compreensão. Momentos onde o simples ato de sorrir parece um desafio digno de Hércules e cia.
Quem diz isso não sou eu, e nem deve ser você. São todos aqueles pseudo-poetas que escrevem coisas como "segredos de liquidificador" e aqueles outros rostinhos encantadores que morrem antes dos 30 por não aguentar o martírio de ser milionário.
Eu não concordo. Nem um pouco. Com nenhuma palavra. Até porque, tipinhos como esses caras são tão medíocres quanto o sentimento avassalador da mediocridade.
Simples? Não, não é. A vida não é simples, você pode dizer. Eu, pra ser sincero, prefiro não comentar algo sobre isso. Vivi pouco, não vivi intensamente. Acho eu, que vivi mediocremente mais momentos que o necessário. E lá vem o medíocre de novo.
Agora, o que sei (bem) é que escrever perde sua simplicidade, seu tato, seu prazer, quando se está mediocre. Afinal, você já parou para analisar a palavra "medíocre"? Na boa, é uma das palavras mais feias da história, só perdendo para outras tipo joelho e cloaca, como diria Mario Prata. Agora me diz, como algo bom pode sair de um momento definido por tão desprezível adjetivo?
Me diz, por favor. Com sinceridade, assim como foi esse post, redigido em pouco mais de 7 minutos e sem toques no backspace.
Sou medíocre ao acordar. Sou medíocre no trabalho. Sou medíocre na faculdade. Sou medíocre em casa. Sendo assim, se é possível retirar algo da mediocridade, reitero meu pedido: diga-me, por favor.

domingo, 8 de março de 2009

Seja feliz. Ponto final.

Pronto. É isso. Não dá mais. A Coca-Cola chegou ao limite da felicidade seguindo o caminho contrário: fazendo chorar. Como sempre, não vou me prolongar com minhas humildes palavras, uma vez que o filme/texto abaixo são, até agora, os mais belos do ano.


Não se esqueça: You're here to be happy.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Eu sei que tô com vontade de escrever sobre alguma coisa. Mas não sei o que escrever, nem muito menos como. Ó, doce ironia.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Nós fazemos. E você?

A agência Base, da maravilhosa Natal-RN, presenteou-nos com um filme maravilhoso para a Liga Norte Riograndense Contra o Câncer. Sem mais meias-palavras, confiram, por favor:


Colocou lágimas nos meus olhos. Ponto final.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Por incrível que pareça, escrever é a parte mais fácil.


Clique na imagem acima e confira o e-mail marketing sobre consumo consciente que fizemos para a Monsanto. Se vai ser aprovado, eu não sei. Mas eu estou imensamente satisfeito com o resultado. A direção de arte, como não podia deixar de ser, é da Mariana Tavares.