Pois é. Aqui, do ápice de uma das noites mais solitárias da minha existência, meu joelho fez um barulho estranho. Sinal do tempo? Sinal da balança? Sinal de cansaço? Sei lá, não faço idéia. Só sei que isso me fez refletir. Uma reflexão estranha, hei de admitir, mas ainda assim uma reflexão.
Alguém aqui lembra dos bons e velhos 8 anos de idade? Quando, ao babarmos em uma vitrine de loja de brinquedos, escutávamos um chato "Deixa pro natal, filhão!" de nossos pais? Pronto. Na mesma hora, várias reclamações passavam pelas nossas ingênuas e pequenas mentes. "Poxa vida, o natal é muito longe. Não vai chegar nunca". E pior que é. O dia 25 de dezembro não chegava nunca. Eram longos e longos meses de ansiedade, indecisão e sensação de saco cheio. Os minutos pareciam horas, as horas pareciam dias, os dias pareciam meses e assim vai. Sensações chatas, porém inevitáveis para qualquer pequeno chatinho, como eu fui (e sou).
Enfim, os anos foram lentamente se passando e, hoje, a situação é completamente oposta. Agora, horas parecem minutos, dias parecem horas, meses parecem dias e assim continua indo. Frases como "Pra semana que vem, ok?" e "Mês que vem a gente vê isso.", refletem em nossa mente como "Puts, deixa eu correr pra resolver isso porque tá apertado o prazo" ou "Mas já?!".
É foda. É estranho. Mas, assim como aquelas antigas sensações eram inevitáveis, estas também são, mesmo que anos separem tais instantes. Singulares em sua condição, semelhantes em suas conseqüências.
Não sei o porquê dessa mudança repentina. E, honestamente, tenho medo de descobrir o real motivo. Afinal, o tempo é o mesmo e não há razão (nem muito menos explicação) pra ele passar de forma diferente.
Tenho medo de me descobrir um velho precoce. Um cara que deixa a vida passar em vão. Tenho medo de me descobrir aqueles caras que morrem e não deixam nada de legal por essas bandas. Um cara que não fez a diferença. Tenho medo de me descobrir um babaca. Um cara que só sabe reclamar da vida e lembrar ddos supostos bons e antigos dias. Tenho medo. Tenho sono. Tenho nervosismo. Tive calma. Tive disposição. Tive paciência. O que terei, eu nem arrisco palpitar.
Na boa, não sei se o que escrevi aqui faz sentido. Às vezes, é só o resultado de um ócio extremo e uma solidão que beira o insuportável. Mas é sempre bom pensar que, tudo o que eu falo, tem certo teor de razão. Na verdade, eu não quero estar errado ao mesmo tempo que quero estar certo. Puta merda, que confusão. Deixa pra lá. Vou-me-indo-me e deixo tais palavras confusas e com uma pitada de desabafo aqui, ao relento. Eu vou correr pra fazer alguma coisa que me distraia. Corro, porque a vida passa rápido . Corro pelo vicio da pressa. Corro sem nenhum motivo. Corro pra buscar uma explicação para a correria. Corro.
Alguém aqui lembra dos bons e velhos 8 anos de idade? Quando, ao babarmos em uma vitrine de loja de brinquedos, escutávamos um chato "Deixa pro natal, filhão!" de nossos pais? Pronto. Na mesma hora, várias reclamações passavam pelas nossas ingênuas e pequenas mentes. "Poxa vida, o natal é muito longe. Não vai chegar nunca". E pior que é. O dia 25 de dezembro não chegava nunca. Eram longos e longos meses de ansiedade, indecisão e sensação de saco cheio. Os minutos pareciam horas, as horas pareciam dias, os dias pareciam meses e assim vai. Sensações chatas, porém inevitáveis para qualquer pequeno chatinho, como eu fui (e sou).
Enfim, os anos foram lentamente se passando e, hoje, a situação é completamente oposta. Agora, horas parecem minutos, dias parecem horas, meses parecem dias e assim continua indo. Frases como "Pra semana que vem, ok?" e "Mês que vem a gente vê isso.", refletem em nossa mente como "Puts, deixa eu correr pra resolver isso porque tá apertado o prazo" ou "Mas já?!".
É foda. É estranho. Mas, assim como aquelas antigas sensações eram inevitáveis, estas também são, mesmo que anos separem tais instantes. Singulares em sua condição, semelhantes em suas conseqüências.
Não sei o porquê dessa mudança repentina. E, honestamente, tenho medo de descobrir o real motivo. Afinal, o tempo é o mesmo e não há razão (nem muito menos explicação) pra ele passar de forma diferente.
Tenho medo de me descobrir um velho precoce. Um cara que deixa a vida passar em vão. Tenho medo de me descobrir aqueles caras que morrem e não deixam nada de legal por essas bandas. Um cara que não fez a diferença. Tenho medo de me descobrir um babaca. Um cara que só sabe reclamar da vida e lembrar ddos supostos bons e antigos dias. Tenho medo. Tenho sono. Tenho nervosismo. Tive calma. Tive disposição. Tive paciência. O que terei, eu nem arrisco palpitar.
Na boa, não sei se o que escrevi aqui faz sentido. Às vezes, é só o resultado de um ócio extremo e uma solidão que beira o insuportável. Mas é sempre bom pensar que, tudo o que eu falo, tem certo teor de razão. Na verdade, eu não quero estar errado ao mesmo tempo que quero estar certo. Puta merda, que confusão. Deixa pra lá. Vou-me-indo-me e deixo tais palavras confusas e com uma pitada de desabafo aqui, ao relento. Eu vou correr pra fazer alguma coisa que me distraia. Corro, porque a vida passa rápido . Corro pelo vicio da pressa. Corro sem nenhum motivo. Corro pra buscar uma explicação para a correria. Corro.

Um comentário:
Postar um comentário