domingo, 28 de setembro de 2008

Devaneios publicitários de um não-publicitário.

Antes de retirar as poeiras do meu velho teclado e voltar a escrever neste espaço deserto, só um aviso: fugindo à regra do tema do post, não utilizarei de fotos e derivados na execução deste texto (só um videozinho, pra falar a verdade). Serei só eu, minha imaginação, minha criatividade (cadê?) e... sei lá, meus dedos velozes na digitação. Enfim, vamos lá.

Esse final de semana, em uma rápida conversa com a Mari - que além de ser uma diretora de arte fora de série, é uma pessoa realmente incrível - fiz uma observação igualmente breve, mas que não foi fácil de ser alcançada: os publicitários e o seu mundo particular são pessoas incríveis no sentido mais divertido e delicioso da palavra. Sim, eu assumo de peito aberto, temos (nós RPs) muito a aprender com esses seres criativamente inteligentes.

Confesso antes ter certo "nojinho" dessas figuras tão distintas. Afinal, o esteriótipo já está feito: mesquinhez, muita grana, muitos egos, muitos narizinhos empinados e muitos cabelos brancos que vestem All Star e calça curtinha. Enfim, publicitários são metidos e, principalmente, moderninhos - pelo menos é o que parece.

Apesar dos clichês, dos esteriótipos e da forma moderna (porém fashion) de se vestir, essas pessoas possuem uma característica única e absolutamente encantadora: a forma de pensar.



Pois vejam só: antes de entrar de cabeça nesse mundo, meu mundo era cinza. Não se referindo à tristeza, afinal minha vida sempre foi muito divertida, mas sim à criatividade. Nunca ousei transpor as barreiras do institucional, as barreiras da seriedade fosca, seca e chata. Só o capricho bastava, só a idéinha bastava. Bastou. Pelo menos até eu descobrir, via a publicidade, que podia ir além. E, puts grila, o além é muuuuuuito mais divertido!

Me lembro bem das palavras do Zé em uma "aula" sobre criação publicitária. O cara afirmava: "Depois dessa experiência, nenhuma propaganda será a mesma para você". E não foi (é) mesmo. Não só as propagandas - que agora se transformaram em um amontoado de briefings, conceitos, linhas criativas, etc - como a minha forma de ver o mundo e sua realidade. As cores são mais fortes, as palavras são mais vivas, os movimentos são mais firmes e o ar é mais leve. Resumindo, a propaganda e a sua singular maneira de interpretar e enxergar cada pontinho nesse mundão cada vez menos azul transformou minha forma de ser, pensar e expressar. Para melhor, creio eu.

Enfim, resumindo (bem resumidão, mesmo), o esteriótipo, pra mim, caiu. De uma vez por todas, abri minha cabeça para essas novas descobertas que faço diariamente. E, sinceramente, essa foi uma das coisas mais inteligentes que fiz nos últimos tempos. Espero que eu me mantenha assim, atento. Espero, também, que a profissão de Relações Públicas faça como eu, deixe o orgulho um pouco de lado e abra a cabeça para esse mundo encantador.
O que eu posso fazer - além de me acabar de escrever? É divertido ué!

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