Mantendo a estirpe do post anterior, venho aqui falar de outra banda que andava sumida na minha playlist: Atreyu. O nome traz divergências. Divergências recentes, porém ainda divergentes (eeeer!). Mas as tais divergências não são para menos, a banda mudou - e muito!A banda consagrou-se pelo seu estilo um pouco mais agressivo, porém melódico e super agradável aos ouvidos. Eles nasceram deste padrão, mesmo que não fosse a sonoridade que os mesmos gostariam de alcançar. Entretanto, desde seu penúltimo álbum (o razoável "A Death Crip On Yesterday") a já pouca agressividade dava, cada vez mais, lugar à melosidade. Fato consumado no último play que aparece aí do lado: "Lead Sails Paper Anchors".
A reação, pelo menos em terras brasucas, não foi nada boa. Mas isso não se deve pela qualidade do material (que é muita) mas sim pelo público que a banda alcançou, formado, em sua grande maioria, por garotos sensíveis wannabe metal. Se serve de consolo para a banda, para mim, posições como estas são absolutamente descartáveis.
A verdade é (verdade leia-se: minha humilde e modesta opinião) que este último álbum tem qualidade de sobra, ao longo de suas 11 faixas - tirando a fraquíssimamentefraca "Becoming the Bull".
Eles mantiveram os deliciosamentegrudentos refrões, levados pela belíssima voz do baterista, sabiamente destacada no álbum; suavizaram as tentativas frustradas de parecer "metal pesado" e, o mais importante de tudo, seguiram seus instintos musicais e foram verdadeiros.
No geral, é um álbum feito para quem fez como a banda: evoluiu, não só musicalmente, como intelectualmente. É lindo, divertido, grudento, alegre, marcante etc, etc, etc. Estou bem feliz de adicioná-lo novamente à minha playlist.

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