Hoje à tarde, enquanto folheava blogs internet a fora, acabei me lembrando de um amigo que fiz recentemente. Um bróder estranho, por vezes inconveniente, mas interessante à sua maneira. Lembrei de um desabafo que meus ouvidos escutaram e meus ombros aturaram por parte do mesmo. “Eu não sei escrever”, dizia o desolado rapaz.
Conclusão a qual chegou de forma ironicamente engraçada: lendo, ato que o levou ao seu vício pelas palavras. (em tempo, será que existe uma rehab para escritores? Algum Escritores Anônimos da vida?).
O time de escritores que ele lia ao receber violento e implacável acesso de falsa clareza era de primeira, diga-se de passagem. A elite das páginas - reais e virtuais. Eram eles Os Prata, Os Veríssimo, um tal de Woody Allen aí e o recém-descoberto Tiago Moralles, do incrível Penates.
Entre um soluço e outro, explicava ele que, cada palavra que lia e pronunciava em alto e bom tom vinha junto com uma mensagem do Team A citado acima. Acorda, cara, você não é tudo o que pensa ser, diziam os fodões.
Eu os chamaria de cruéis. Eu os chamaria de Dado Dolabella. Mas não, eles não têm culpa alguma. Nem 0,0001% dela. Cada um deles, assim como o jovem rapaz, simplesmente faz o que gosta. A única coisa é que o fazem absolutamente bem. Mérito deles. Sorte nossa. Azar o do cara.
Mas de repente, não mais que de repente, senti-me triste também. Triste pela lembrança de um comentário feito por ele não havia muito tempo. Ele pensava seriamente em ganhar a vida das palavras que cuspia. Do A, B, C, D, E e do F também, vez ou outra.
Já passava das duas da manhã. Uns tiozinhos já haviam deixado o bar a tempo e os jovens saiam aos poucos, alguns em casal, outros carregados. E eu lá, escutando-o há mais de duas horas. E o pior é que eu sabia que, cedo ou tarde, precisaria dizer algo.
O que dizer àqueles olhos lacrimejantes? O clichê “esquece isso, você é talentoso pra cacete” não adiantaria. Sua mãe já havia explorado-o a exaustão. No fim das contas, não falei nada. Faltou coragem. Faltou criatividade. Faltou sensibilidade. Paguei mais umas cervejas, até sua fala ficar enrolada e deixei-o aos cuidados da sua amada, que cuidava dele tão bem.
Sei que não é o fim adequado para uma história como essa, mas é só porque ela não chegou ao fim. Como diria Zéluis Franchini Ribeiro, amigo de Mario Prata que eu adoraria saber quem é: Yesterday is yesterday. Today is today. And, tomorrow is tomorrow.
Puts, eu pensei que seria mais fácil. Depois dessa, eu preciso de uma cerveja. Tomara que o Victor também esteja afim.
Conclusão a qual chegou de forma ironicamente engraçada: lendo, ato que o levou ao seu vício pelas palavras. (em tempo, será que existe uma rehab para escritores? Algum Escritores Anônimos da vida?).
O time de escritores que ele lia ao receber violento e implacável acesso de falsa clareza era de primeira, diga-se de passagem. A elite das páginas - reais e virtuais. Eram eles Os Prata, Os Veríssimo, um tal de Woody Allen aí e o recém-descoberto Tiago Moralles, do incrível Penates.
Entre um soluço e outro, explicava ele que, cada palavra que lia e pronunciava em alto e bom tom vinha junto com uma mensagem do Team A citado acima. Acorda, cara, você não é tudo o que pensa ser, diziam os fodões.
Eu os chamaria de cruéis. Eu os chamaria de Dado Dolabella. Mas não, eles não têm culpa alguma. Nem 0,0001% dela. Cada um deles, assim como o jovem rapaz, simplesmente faz o que gosta. A única coisa é que o fazem absolutamente bem. Mérito deles. Sorte nossa. Azar o do cara.
Mas de repente, não mais que de repente, senti-me triste também. Triste pela lembrança de um comentário feito por ele não havia muito tempo. Ele pensava seriamente em ganhar a vida das palavras que cuspia. Do A, B, C, D, E e do F também, vez ou outra.
Já passava das duas da manhã. Uns tiozinhos já haviam deixado o bar a tempo e os jovens saiam aos poucos, alguns em casal, outros carregados. E eu lá, escutando-o há mais de duas horas. E o pior é que eu sabia que, cedo ou tarde, precisaria dizer algo.
O que dizer àqueles olhos lacrimejantes? O clichê “esquece isso, você é talentoso pra cacete” não adiantaria. Sua mãe já havia explorado-o a exaustão. No fim das contas, não falei nada. Faltou coragem. Faltou criatividade. Faltou sensibilidade. Paguei mais umas cervejas, até sua fala ficar enrolada e deixei-o aos cuidados da sua amada, que cuidava dele tão bem.
Sei que não é o fim adequado para uma história como essa, mas é só porque ela não chegou ao fim. Como diria Zéluis Franchini Ribeiro, amigo de Mario Prata que eu adoraria saber quem é: Yesterday is yesterday. Today is today. And, tomorrow is tomorrow.
Puts, eu pensei que seria mais fácil. Depois dessa, eu preciso de uma cerveja. Tomara que o Victor também esteja afim.
