Meus amigos, tive uma agradável surpresa musical essa semana. O Coldplay, considerado por mim como uma banda absolutamente sem sal, chegou mandando bala com o CD novo deles, o Viva La Vida Or Death All His Friends.
Para falar a verdade, eu precisava dar uma boa mudada nos meus "CDs para ouvir no carro". A situação exigia uma mudança, afinal, escutar Meshuggah às 8 da manhã a caminho do trabalho não é lá muito agradável. Eu queria algo mais light e gostosinho, estilo Band Vale mesmo.
O fato de passar despercebido, as boas críticas que havia escutado e a constante execução na MTV me fizeram conferir o material acima ilustrado. Eu não tinha nada a perder, ué.
Ok, então vamos lá. Botei as rodas na Dutra e coloquei o CD pra tocar. Como já disse, eu não esperava nada. Imaginei algo no esquema de tudo o que eles já fizeram antes. Aquelas coisas melosas, arrastadas, chorosas. Aquele nheco nheco todo. Ledo engano meu.
Logo de início, na faixa intro, a Life in Technicolor, fui surpreendido por um instrumental extremamente inteligente e bem executado, seguido mais à frente daqueles coros agradáveis ('OooOOooooooOooOOoOooo'), sabe? E, para minha enorme surpresa , o CD inteiro segue essa linha: inteligente e bem executado.
As músicas são extremamente bem pensadas, com variações interessantes e melodias lindas de se ouvir. O instrumental é criativo e a voz do Chris Martin a.k.a Marido da Gwyneth Paltrow está no tom certo e igualmente agradável. Eles experimentaram, ousaram e acertaram - na maioria das vezes.
O álbum tem algumas faixas de destaque, como a homônima Viva La Vida, o som de trabalho deles Violet Hill, a misteriosa 42 e a empolgante Lovers in Japan/Reign of Love. Mas nada alcança a genialidade da segunda faixa, Cemeteries of London. Esta faixa, em especial, consegue grande destaque em meio a um grande trabalho. Ela é várias em uma só. É épica, violenta, romântica, poderosa, frágil e envolvente. Tudo isso ao mesmo tempo, misturado e batido nos liquidificadores BlendTec. Um usuário comentou o seguinte sobre a música no YouTube: "this song makes me wanna go on a quest", em bom português: está música me faz querer entrar em uma aventura/caçada/cruzada. Eu não podia concordar mais.
Imperdível. Não só a música, como o álbum.
O álbum, entretanto, tem um ponto fraco: a curta duração. São 10 faixas, sendo uma faixa de intro. Pouco mais de 40 minutos é o suficiente para você devorar o álbum. Apesar de que, quando é ruim porque acabou é porque a coisa é boa, não é? Sem contar que o álbum tem um fator replay bem grande. Agrada aos ouvidos cada vez que executado.
No geral, é um álbum inteligente ao mesmo tempo que simples. Consegue atingir com facilidade os mais variados tipos de público. Desde o jovenzinho de 12 anos que começou a assistir MTV agora até aquele cara de 20 e poucos anos que é chato pra cacete e que não acha nada além de Led Zeppelin legal. Não encare esse álbum com pré-conceito como eu. Apesar de que o fator surpresa é bem gostoso.
Viva La Evolución Musical, Coldplay! Viva!
Para falar a verdade, eu precisava dar uma boa mudada nos meus "CDs para ouvir no carro". A situação exigia uma mudança, afinal, escutar Meshuggah às 8 da manhã a caminho do trabalho não é lá muito agradável. Eu queria algo mais light e gostosinho, estilo Band Vale mesmo. O fato de passar despercebido, as boas críticas que havia escutado e a constante execução na MTV me fizeram conferir o material acima ilustrado. Eu não tinha nada a perder, ué.
Ok, então vamos lá. Botei as rodas na Dutra e coloquei o CD pra tocar. Como já disse, eu não esperava nada. Imaginei algo no esquema de tudo o que eles já fizeram antes. Aquelas coisas melosas, arrastadas, chorosas. Aquele nheco nheco todo. Ledo engano meu.
Logo de início, na faixa intro, a Life in Technicolor, fui surpreendido por um instrumental extremamente inteligente e bem executado, seguido mais à frente daqueles coros agradáveis ('OooOOooooooOooOOoOooo'), sabe? E, para minha enorme surpresa , o CD inteiro segue essa linha: inteligente e bem executado.
As músicas são extremamente bem pensadas, com variações interessantes e melodias lindas de se ouvir. O instrumental é criativo e a voz do Chris Martin a.k.a Marido da Gwyneth Paltrow está no tom certo e igualmente agradável. Eles experimentaram, ousaram e acertaram - na maioria das vezes.
O álbum tem algumas faixas de destaque, como a homônima Viva La Vida, o som de trabalho deles Violet Hill, a misteriosa 42 e a empolgante Lovers in Japan/Reign of Love. Mas nada alcança a genialidade da segunda faixa, Cemeteries of London. Esta faixa, em especial, consegue grande destaque em meio a um grande trabalho. Ela é várias em uma só. É épica, violenta, romântica, poderosa, frágil e envolvente. Tudo isso ao mesmo tempo, misturado e batido nos liquidificadores BlendTec. Um usuário comentou o seguinte sobre a música no YouTube: "this song makes me wanna go on a quest", em bom português: está música me faz querer entrar em uma aventura/caçada/cruzada. Eu não podia concordar mais.
Imperdível. Não só a música, como o álbum.
O álbum, entretanto, tem um ponto fraco: a curta duração. São 10 faixas, sendo uma faixa de intro. Pouco mais de 40 minutos é o suficiente para você devorar o álbum. Apesar de que, quando é ruim porque acabou é porque a coisa é boa, não é? Sem contar que o álbum tem um fator replay bem grande. Agrada aos ouvidos cada vez que executado.
No geral, é um álbum inteligente ao mesmo tempo que simples. Consegue atingir com facilidade os mais variados tipos de público. Desde o jovenzinho de 12 anos que começou a assistir MTV agora até aquele cara de 20 e poucos anos que é chato pra cacete e que não acha nada além de Led Zeppelin legal. Não encare esse álbum com pré-conceito como eu. Apesar de que o fator surpresa é bem gostoso.
Viva La Evolución Musical, Coldplay! Viva!

Um comentário:
Nossa Vitão!
Vc não tinha comentado comigo sobre isso.
Quem diria, vc gostando do Coldplay. Concordo plenamente, este álbum está 10, apesar que adoro todos.
Postar um comentário